ADERÊNCIA NA PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA

Se você leu meu artigo artigo 2 e 3 deve ter ficado pelo menos um pouco curioso para que eu possa te elucidar algumas estratégias para aumentar a aderência ao tratamento para profissionais da área da saúde. Nesse artigo iremos direcionar o texto para a prática de exercícios físicos, mas posso te assegurar que a ideia funciona muito bem para a nutrição e a fisioterapia, pois tive a oportunidade de treinar profissionais da área para executar o Método DW no seu ambiente de trabalho.


Nesse artigo vou descrever sobre a problemática do paradoxo que abordamos no segundo artigo, no qual, alunos avaliam muito bem a academia e mesmo assim desistem nos primeiros três meses. Mas nos próximos artigos vou abordar de forma objetiva estratégias para que profissionais de todas as áreas possam ser mais assertivos com seus pacientes/clientes/alunos.


Assim, primeiro podemos apresentar uma estatística precisa do mundo do fitness. É importante perceber que apresentamos baixa aderência a prática de exercício físico, como publicaram Sperandei, Vieira, Reis (2016), que estudaram mais de cinco mil pessoas durante dez anos e a manutenção nas academias mostrou que 63% dos novos membros abandonaram as atividades antes do terceiro mês e menos de 4% permaneceram por mais de 12 meses de atividade contínua.


Então novamente eu questiono, qual tipo de experiência você está proporcionando ao seu cliente para que menos de 4% se mantenha na atividade depois de um ano?


PENSE NISSO:

O seu cliente, se não for atleta, tem uma rotina que já é estabelecida, normalmente chegará para o treinamento cansado, estressado ou mesmo saturado. Lembrando que na rotina dele estão estabelecidas as suas prioridades como por exemplo: rendimento financeiro, relação familiar, desenvolvimento profissional e pessoal.

Dessa forma você acredita que ele vai querer se estressar na academia?

Então antes de querer proporcionar ao seu cliente uma rotina de atleta se questione se ele pode:

· Dormir como atleta?

· Comer como atleta?

· Dedicar-se exclusivamente aos exercícios como atleta?

Ou seja, não lhe trate como atleta, mas como uma pessoa que precisa de exercício para saúde e não para o alto desempenho. Assim observe que a saúde envolve, além dos aspectos físicos, condições emocionais.


Através desse pensamento podemos compreender um pouco mais do paradoxo da desistência que foi citado acima. Por mais que eles gostem do ambiente e se sintam bem, estão constantemente sendo degradados emocionalmente com estresse e cobranças, sendo que, o fitness não é a prioridade da pessoa.


Então no momento em que o aluno deveria estar cuidando da saúde, se sentindo bem e tendo uma atividade prazerosa ele está sendo cobrado, exigido e pressionado. Seja pelo Personal, pelo instrutor ou mesmo pelo ambiente criado no mundo fitness. E dentro de 3 meses é o tempo que ele demora para que sua força de vontade sature e a cobrança seja demasiada.


No próximo artigo vou apresentar as melhores formas de você identificar cada perfil de cliente e como saber qual atividade é mais adequada e como você pode lidar com cada tipo diferente de pessoa e dessa forma você conseguirá customizar o atendimento para satisfazer a necessidade emocional do seu cliente, produzindo uma periodização mais eficiente ao abordar a necessidade fisiológica e emocional do cliente.


Para finalizar, quero deixar registrado o meu objetivo com todo o material que tenho criado e com o Método DW:

TRABALHE COM PESSOAS E NÃO COM CORPOS.

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